CDS/Açores lamenta “pior ministro [da Agricultura] de sempre” Imprimir
agricola.jpg2009.09.15 (00:00) Legislativas'09
O cabeça de lista do CDS-PP pelo círculo dos Açores às Eleições Legislativas de 27 de Setembro, lamentou que a agricultura portuguesa tenha conhecido, nos últimos quatro anos e meio de governação socialista, “o pior ministro de sempre,” que “nada fez” pela agricultura a não ser hipotecar o futuro” em termos de auto-sustentabilidade alimentar.

Após uma visita a uma exploração de bananas, na vila de São Sebastião, em Angra do Heroísmo, na Terceira, Félix Rodrigues afirmou que “a situação de crise em que vive a agricultura portuguesa, começou muito antes da crise global.” Para sustentar a afirmação, o candidato recorreu a outro país. “Comparativamente à Grécia, com condições edafoclimatológicas piores (...), produzimos, em termos agrícolas, menos de um terço”, disse.

O candidato - citado em nota partidária - criticou ainda os deputados açorianos no Parlamento nacional por “nunca terem falado da agricultura dos Açores”. “Hoje temos agricultores, mas não temos empresários; estamos na PAC (Política Agrícola Comum), mas não temos estratégia; temos produção, mas não temos tecnologia; temos engenheiros agrícolas no desemprego e não fazemos extensão rural”, disse. Para o candidato popular, “os subsídios têm servido para que os agricultores estejam a empobrecer alegremente” e “estamos sem possibilidade de, face a uma eventual crise alimentar global, podermo-nos auto-sustentar”. Ou seja, acrescentou, “a balança comercial agrícola de Portugal é extremamente deficitária”.

Considerou mesmo que “a agricultura está um desastre” e “temos (...) o pior ministro da agricultura que Portugal alguma vez conheceu”. Félix Rodrigues deu ainda o exemplo da banana, como sinónimo de má política: “Temos, nos Açores, produção suficiente para mandar para o País, no entanto, importamos (...) da Colômbia”, não se percebendo porque é que muitos dos produtos regionais não têm mais-valia comercial no mercado continental.

As remodelações de ministros
A confirmação de que, caso ganhe as legislativas, José Sócrates mudará apenas alguns ministros não surpreende. Quer no próprio debate com Manuela Ferreira Leite quer no final, à saída dos estúdios onde o mesmo decorreu, tinha-se percebido que a resposta do primeiro-ministro era, essencialmente, um exercício de retórica: "Será um novo Governo novo, serão novos ministros. Em todas as pastas", foi o que disse Sócrates. O esclarecimento que ontem se viu obrigado a fazer, deixando claro que só alguns dos actuais responsáveis da tutela sairão, não impede contudo que se considere que o despedimento de ministros em directo tenha sido o seu momento mais deselegante em todo o frente-a-frente. Não para com a adversária. Mas com os membros da sua própria equipa.

Se é verdade que dificilmente parecia crível a saída de um executivo novamente liderado pelos socialistas e por José Sócrates de ministros como Silva Pereira, o seu braço direito, Teixeira dos Santos, Ana Jorge e até mesmo Luís Amado ou Santos Silva, também não se espera que o primeiro-ministro, a ser reeleito, não remodele os elementos mais controversos do seu executivo: Maria de Lurdes Rodrigues, na Educação, Jaime Silva, na Agricultura, Severiano Teixeira, na Defesa, e até, por confesso cansaço do próprio, Mário Lino, nas obras públicas. Anunciá-lo num debate televisivo é que parece completamente inoportuno, por mais que conquiste eleitores das áreas em causa, sobretudo professores, agricultores e militares.

FONTE: Açoriano Oriental/Diário de Notícias

 
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Ano 10
N.º 7
Julho 2010

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