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Nata ou creme de leite é a camada gordurosa do leite que se forma à superfície, muito utilizada em culinária e doçaria e também como principal ingrediente da manteiga. |
| SPV aumenta preços em mais de 10 por cento para evitar falência |
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A gestora do sistema de reciclagem deverá ter prejuízos de 13 milhões este ano, mesmo depois de encerrar o projecto experimental de reciclagem de plásticos mistos. Apesar das dificuldades financeiras da empresa, os objectivos e compromissos nacionais em matéria de reciclagem não estão em causa.
Sociedade Central de Cervejas, Sumol+Compal, Lactogal, CIN, Pantene são algumas das empresas que terão os seus custos agravados no próximo ano. Em causa está um aumento superior a 10 por cento do Valor de Ponto Verde (VPV) que todas as empresas estão obrigadas a pagar pelas embalagens que comercializam, como contributo para o sistema de reciclagem nacional. Os novos preços do VPV - que varia entre 7 e 178 euros por tonelada, consoante o material usado nas embalagens e em função do peso dos componentes das embalagens - serão hoje apresentados pela Sociedade Ponto Verde (SPV) à Agência Portuguesa para o Ambiente. Uma medida que visa, segundo o seu presidente, garantir a sustentabilidade do sistema, mas que terá reflexos nos custos das empresas que operam no mercado português. "A proposta que temos de aumento do Valor do Preço Verde é de dois dígitos e em alguns casos de uma enorme brutalidade", diz António Barahona d'Almeida, presidente da SPV. Em causa está o aumento exponencial, segundo o mesmo responsável, das transferências para os Sistemas Municipais e Autarquias (SMAUT), devidos pela recolha e triagem dos resíduos enviados para reciclagem. Com o VPV a representar entre 90 por cento a 95 por cento das receitas da SPV e as transferências para os SMAUTS a responderem por cerca de 85 por cento dos custos, Barahona d'Almeida defende que esta é a única forma de garantir a continuidade da empresa. Além disso, a SPV tem incorrido em custos acrescidos devido ao projecto experimental de reciclagem de plásticos mistos - que custou à empresa 15 milhões de euros (ver entrevista) e, acusa Barahona d'Almeida, pelo incumprimento por parte dos SMAUT das regras estabelecidas quanto aos materiais que a SPV é obrigada a tratar e reciclar. "Surgem como embalagens urbanas resíduos de embalagens industriais, particularmente papel cartão. Estamos a pagar papel cartão industrial ao valor da recolha selectiva, o que resulta em milhões de euros de prejuízo", afirma o presidente da SPV. Barahona d'Almeida garante que a SPV tentou, por todas as vias, evitar a transferência dos custos, por via do aumento do VPV: "Aprovamos um orçamento com um prejuízo de 10 milhões de euros, o que seria sustentável, mas verificamos que o desempenho orçamental levará a um prejuízo de 20 milhões e à falência técnica da SPV se não forem tomadas medidas." Para evitar a situação de falência técnica, a SPV vai pôr fim ao projecto experimental de reciclagem de plásticos mistos, onde se incluem embalagens de iogurte, manteiga e alguns tipos de embalagens de batatas fritas. Além disso, a SPV vai obrigar os SMAUT a um cumprimento restrito das especificações técnicas dos produtos que é obrigada a reciclar, recusando pagar por materiais cuja reciclagem não seja da responsabilidade da SPV. Paralelamente, a Sociedade Ponto Verde vai exigir à tutela conjunta dos ministérios do Ambiente e da Economia que reforce a vigilância contra as empresas não cumpridoras. "Objectivos de reciclagem não estão em causa" Diário Económico (DE): A SPV vai pôr fim à reciclagem de embalagens de iogurte, de manteiga e afins. Porque? DE: E porque acabar com este projecto? DE: Esta medida terá algum impacto nos objectivos nacionais de reciclagem? A sua reciclagem ficou assegurada com a assinatura de um despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e Economia, especificando os requisitos técnicos para a sua retoma.Os plásticos mistos estavam a ser recolhidos nos ecopontos desde 2007, em carácter experimental. O anúncio da sua suspensão, terça-feira, foi alvo de críticas de ambientalistas, entidades multimunicipais de gestão de lixo, recicladores e do próprio Governo. Mas, para a SPV - criada pelos embaladores para gerir em conjunto os seus resíduos -, a sua reciclagem era cara e estava a contribuir para a ruína da empresa. O despacho ontem assinado garante sobretudo que os lotes de plásticos entregues pelos sistemas multimunicipais à SPV não tenham mais de dez por cento de "contaminantes". A SPV queixava-se de que outros materiais vinham misturados nos lotes. Além disso, a Agência Portuguesa do Ambiente vai fixar quantitativos máximos de reciclagem de plásticos mistos e estudar os seus fluxos financeiros, segundo o despacho. Outra das queixas da SPV era a de que o preço da reciclagem era elevado e o valor de contrapartida pago às autarquias para a recolha selectiva dos resíduos também. Para equilibrar as contas, a SPV quer aumentar a quota que cobra às empresas que aderiram ao sistema ponto verde, mas teme os efeitos dessa medida num contexto de crise económica. Segundo uma nota do Ministério do Ambiente, a reunião de ontem atingiu o seu principal objectivo, que era o de assegurar a reciclagem dos plásticos mistos. "Os cidadãos podem continuar a depositar estes materiais no ecoponto amarelo", diz a nota. A SPV está a reciclar 52 por cento dos resíduos de embalagens que os seus aderentes põem no mercado. Mas, ironicamente, encontra-se em má situação financeira. A nota do Ministério do Ambiente diz que o Governo está atento à situação e que foram acordadas "medidas de carácter interno da SPV e outras que requererão a intervenção do Estado". Contactada, a SPV não quis prestar qualquer declaração sobre o assunto. FONTE: Diário Económico/Público |
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