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Nata ou creme de leite é a camada gordurosa do leite que se forma à superfície, muito utilizada em culinária e doçaria e também como principal ingrediente da manteiga. |
















| Marcas brancas querem atingir 30 por cento de vendas |
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2009.10.23 (00:00) Distribuição
Poderá ser resultado da actual conjuntura económica que atravessamos. Poderá ser também uma tendência de mercado. O que é certo é que a procura de produtos de marca própria cresceu, tal como a oferta. As marcas próprias representam já 15,75 por cento do volume de vendas em Portugal, sendo o objectivo assumido por algumas insígnias atingir 30 por cento até 2012.
Começaram por ser brancas, hoje são verdadeiras marcas próprias ou de distribuição. A tendência é, porém, e de acordo com Sílvia Machado, da Deco Proteste, «o alargamento da oferta de marcas próprias aos chamados primeiro preço, onde, normalmente, já não é o nome da insígnia que figura na embalagem, mas sim uma marca exclusiva de combate pela via do preço». Se inicialmente se justificava o seu baixo preço pela ausência de investimento em publicidade, hoje, as marcas brancas são comunicadas e publicitadas pelas suas detentoras, as empresas de distribuição. Exemplo disso mesmo é o Pingo Doce com os seus produtos »Ultra Pro». O preço dos produtos de marca de distribuidor (MDD), que é, na maioria dos casos, mais baixo, fica a dever-se à capacidade que a distribuição tem de comprar em volume elevado aos fabricantes por custo inferior e pela ausência de mais um intermediário na cadeia. Ou seja, o distribuidor coloca os produtos nas prateleiras do seu próprio supermercado, usando-os como arma para pressionar fabricantes e, em simultâneo, para aumentar o consumo. Ainda não existe uma opinião unânime, mas a escolha por produtos MDD poderá ser efeito da crise, uma tendência de mercado ou mesmo um estilo de vida, o que é certo é que estas estão cada vez mais presentes nas nossas despensas. Os dados da TNS Worldpanel fazem pensar: as MDD atingiram, no primeiro trimestre de 2009, 33 por cento do total do valor gasto pelos portugueses em «fast moving consumer goods» (produtos de consumo rápido e em larga escala) face aos 30,2 por cento face ao ano anterior. Com 41,7 por cento os congelados são a categoria que maior número de produtos MDD tem. No entanto, o maior crescimento da oferta dá-se na macrocategoria charcutaria, chegando aos 35,8 por cento, subindo nove pontos percentuais. Verificaram-se também significativos crescimentos nos segmentos de refeições prontas, iogurtes e bolachas. Em consequências desta conquista de mercado, as marcas de fabricantes registaram uma quebra de 3 por cento no ano passado. Estes reclamam o «direito de escolha» que o consumidor deve ter quando vai às compras. Pingo Doce aumentou de 38 para 43% peso das suas marcas brancas No caso da cadeia Dia/Minipreço, que iniciou operações em Portugal em 1993, o espaço ocupado pelas mais de 1500 referências de marca própria ascende hoje a 55 por cento, segundo Pedro Barbosa o seu director de marketing, valor percentual que traduz também a média de produtos de marca própria que cada consumidor leva para casa quando vai a uma das mais de 400 lojas do grupo. Se inicialmente as marcas brancas se restringiam apenas a produtos básicos como o açúcar, arroz ou óleo, hoje podem acusar a mesma variedade de referências que uma marca de fabricante. Da mesma forma, também os distribuidores estavam originalmente dependentes da angariação de fabricantes para os seus produtos, sendo que, no presente, existem modelos mistos em que o retalhista é também produtor. O grupo Schwartz (Lidl) tem uma unidade de águas e refrigerantes em parceria com o fornecedor Meg e está a um passo de conseguir mais uma parceria para os chocolates com a Ludwig Weinrich. Este é um investimento de cerca de 50 milhões de euros. Alguns especialistas da distribuição acreditam que o peso da marca própria não poderá crescer muito para além dos 30 por cento e que o natural será haver maior concentração no sector e cooperação entre fabricantes e distribuidores. «Existe espaço para todos. Os produtos de marca de fabricante têm o seu espaço e função, muitas vezes inovadora e necessária para um mercado que quer ser dinâmico», referiu Sílvia Machado, da Deco Proteste. Marcas brancas tomam conta do mercado Vida Económica (VE): Na sua opinião, a que se deve o aumento das vendas de produtos de marca branca registado em 2008? VE: Qual o tipo de produtos que regista uma maior procura? VE: Existe um cliente-tipo para este mercado ou estes são uma opção generalizada da maioria dos clientes? VE: Qual o volume de negócios representado pelas marcas próprias da Sonae Distribuição? VE: Qual a perspectiva de crescimento esperada para este segmento em 2009? VE: Poderemos esperar a mesma qualidade deste tipo de produtos? FONTE: Vida Económica |
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Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
Faça o download do documento em Consulta Obrigatória neste website.