Deco desconfia da "lei" dos anúncios infantis Imprimir
obesidade_infantil.jpg2009.11.11 (00:00) Saúde e Nutrição
A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) diz que o acordo assinado, no âmbito do congresso da FIPA, entre 26 das mais importantes empresas alimentares para limitarem a publicidade aos seus produtos na televisão, rádio e internet, não chega para impedir que as crianças sejam incentivadas a comprar produtos com excesso de gordura, açúcar ou de sal.

A Deco diz que o acordo não tem força de lei e que é a indústria quem define os produtos que serão alvo de restrições. Já os nutricionistas aplaudem.

Em causa estão anúncios publicitários recheados de cereais açucarados, rebuçados, chocolates ou aperitivos salgados, que invadem os programas, revistas ou sites destinados a crianças. "Sabemos que na Europa, em alguns países onde a medida foi aplicada, as grandes empresas não estão a cumprir", alerta Jorge Morgado, secretário-geral da Deco.

Este é um passo "interessante", pois as empresas assumiram um compromisso público. Mas é preciso é que este ser um "acordo de cavalheiros", como o define o responsável da Deco, seja "cumprido escrupulosamente". A associação desconfia do modelo de auto regulação escolhido: "Esta é uma reivindicação antiga e um passo em frente. Mas não queremos que seja apenas baseada em códigos de conduta, mas que haja legislação para que todos a cumpram", diz o Jorge Morgado.

Por outro lado, o acordo só vai atingir os produtos que a indústria alimentar considerar menos saudáveis para as crianças, alerta..

Para a indústria alimentar este é um passo importante para tomar medidas concretas contra a obesidade. "Este protocolo replica a nível nacional um acordo europeu firmado em 2007", diz Pedro Queiroz, director-geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA). "A responsabilidade social é cada vez mais importante nas empresas".

Além disso empresas como a Coca-Cola, Danone, Nestlé, Matutano ou Unicer comprometem-se a dar uma melhor informação nutricional e a fabricar produtos com menos açúcar, gordura ou sal.

FONTE: Diário de Notícias

 
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> Info Rapide Lait (Agreste)
> Tableau de Bord (Onilait)