Reunião de Paris sem a presença do Reino Unido Imprimir
agricola2.jpg2009.12.10 (00:00) Europa
O governo britânico invocou um problema de agenda para explicar a ausência do seu Ministro da Agricultura na reunião dos países europeus favoráveis à manutenção de uma política agrícola comum (PAC) forte, prevista para hoje em Paris.

Os representantes de 22 países europeus favoráveis a uma regulação dos mercados agrícolas devem encontrar-se na quinta-feira em Paris, antes da próxima abertura das negociações sobre o futuro orçamento da PAC 2013, mas cinco países reputados liberais não participam nesta reunião: a Dinamarca, o Reino Unido, a Suécia, a Holanda e Malta.

O Ministro britânico do Ambiente, da Alimentação e dos Assuntos Rurais, Hillary Benn, não tem possibilidade de assistir à reunião devido a compromissos assumidos anteriormente, mas está ansioso para discutir essas questões com o seu homólogo francês, Bruno Le Maire ,disse um porta-voz do primeiro.

Hillary Benn saudou o facto de os franceses terem aberto o debate sobre o futuro da PAC mas deseja que este debate envolva todos os Estados membros e a Comissão, acrescentou. Um conselheiro do ministério deverá no entanto assistir à reunião, precisou o porta-voz.

Interrogado pelo Financial Times, Bruno Le Maire reconheceu implicitamente que Londres não tinha sido convidada para esta reunião, acrescentando que a Grã-Bretanha "será bem-vinda para um debate" sobre as conclusões da reunião.

"É claro que precisamos de um debate alargado e profundo sobre o futuro da PAC para assegurar que os agricultores estão preparados para o futuro", acrescentou o porta-voz britânico.

A Grã-Bretanha e a França, que é o principal beneficiário da PAC, opõem-se desde há muito sobre a questão das subvenções aos agricultores, que os Britânicos acham exageradas.

Presentemente, o orçamento da PAC (ajudas directas aos agricultores e ao desenvolvimento rural) absorvem cerca de 47 por cento do orçamento total da UE que chega a 116 biliões de euros em 2008.

NFU apela aos políticos para que sejam realistas
Um futuro governo do Reino Unido tem de ser menos radical sobre a questão do apoio à agricultura se quiser fazer vencer os seus interesses na UE, defende a NFU - União Nacional dos Agricultores, a principal organização de agricultores de Inglaterra e do País de Gales.

A NFU escreveu a dois jornais de circulação nacional, em resposta a artigos que punham em destaque que os franceses tinham optado por não convidar o Reino Unido para um recente encontro sobre o futuro da PAC. Aquela organização disse que não era de admirar que os franceses tivessem optado por não incluir o Reino Unido, dado o cepticismo demonstrado por parte dos governos do Reino Unido relativamente à PAC.

"Muitas vezes ouvimos governo e políticos da oposição" repetir num jogo retórico que descreve a PAC como uma política cara e «de desperdício", escreveu Tom Hind, o chefe do departamento de economia da NFU. "A PAC representa uma parte significativa das despesas da UE, embora isso equivalha a menos de 0,5 por cento do PIB e apenas 1,09 por cento das despesas públicas totais da UE.

"Este parece ser um preço relativamente modesto para pagar a um sector que está no cerne de muitos dos desafios que a sociedade da UE enfrenta em termos de produção de alimentos, meio ambiente e alterações climáticas".

A NFU disse que se o governo quer uma verdadeira liderança para a UE, tem de afastar-se de uma atitude radical e ideológica contra a PAC e prosseguir um diálogo mais construtivo com outros países.

FONTE: Agrisalon/FWI/Agronotícias

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 2
Fev 2010

  • Uma questão de semântica
    Ventos de Espanha
    Rótulo Ecológico da União Europeia
    Estudo AdC relata Práticas Lesivas
    António Serrano em entrevista
    PAC pós-2013 na opinião de Arlindo Cunha
    ...e de Sevinate Pinto
    Análise ao segmento do leite líquido
    Noticiário nacional e internacional
    Espaço Saúde
    Cavaco mostra bons exemplos do Interior
    ANIL promove “Análise Sensorial de Queijo”
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