![]() Manteiga é a nata do leite batida até se transformar numa emulsão que pode ser usada, por exemplo, sobre fatias de pão ou bolachas, ou ainda para cozinhar. |
















| Divisão láctea da Puleva procura comprador |
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2010.01.04 (00:00) Espanha
Primeiro foram as vendas de unidades industriais ou as mudanças de actividade em fábricas da divisão láctea. De seguida foi a vez da divisão de açúcar. Agora é todo a divisão do leite. A Puleva Food, divisão láctea da Ebro Puleva, está à venda.
Em contraponto às manifestações dos seus responsáveis nos últimos anos, declarando que o leite com valor acrescentado era uma actividade estratégica para o grupo, impôs-se a realidade. Após o controle da empresa pelo grupo Herba na perspectiva accionista e Antonio Hernández Callejas como CEO, ficou claro que tanto o açúcar como o leite iriam ceder o seu espaço, num prazo mais ou menos curto, ao arroz e às massas como prioridades do grupo. Hoje, com os problemas financeiros da SOS, a principal concorrente no mercado espanhol do arroz, realizar dinheiro daria à Ebro Puleva a oportunidade de fazer novas compras, fundos que acresceriam aos obtidos à apenas um ano com a venda da Azucarera Ebro Embora em muitos casos se tivesse tratado de valorizar os seus activos, a realidade é que os actuais líderes do Ebro Puleva nunca estiveram confortáveis com o difícil negócio dos produtos lácteos e, principalmente, com o segmento do leite líquido. Nesse sentido, nos últimos tempos foram reduzindo os seus volumes de recolha de cerca de 700 para cerca de 500 milhões de litros de leite anuais. No que diz respeito à actividade do grupo, uma primeira iniciativa foi a partição da divisão láctea em duas vertentes: uma, dedicada à venda de leite líquido, com pouco valor acrescentado, no âmbito da empresa Lactimilk, e o restante sob o chapéu da Puleva Food. Esta estratégia não descartava, inicilamente, a possibilidade de vender a Lactimilk e manter a Puleva Food, mas a iniciativa não deu frutos. Em 2008, a Puleva Food teve que fazer marcha atrás e reabsorver a Lactimilk. Os desinvestimentos e os abandono têm sido uma constante nos últimos anos. Em 2005, foi decidido fechar a fábrica de leite de Jerez para dedicar a mesma à preparação de pratos preparados com arroz como base. No mesmo ano, a Ebro Puleva concluiu a venda de uma fábrica, na Galiza, à Leche Río, juntamente com a marca Leyma. Dois anos depois, sob a justificação de excesso de capacidade produtiva, foi formalizada a venda da fábrica de Léon à Lactiber, uma sociedade participada pela Covap e pela Iparlat. A Puleva Food, com um volume de negócios de cerca de 540 milhões de euros, tem experimentado nos últimos anos uma redução acentuada do volume de leite recolhido e tem apostado em produtos de maior valor acrescentado, como os leites especiais, hoje em situação menos favorável por culpa da crise. O grupo sofreu um grande emagrecimento e actualmente mantém apenas os centros industriais de Granada, Sevilha, Lugo e Mollerussa, com a marca El Castillo. No segmento do leite líquido, o grupo tem, hoje em dia, uma quota de 8 por cento, similar à da Pascual, mas muito longe dos 14 por cento da Central Lechera Asturiana. Com a decisão de vender o grupo irá terminar uma longa saga alimentada nos últimos anos sobre a possibilidade de que a Puleva Food fosse uma peça para a construção de um grande grupo lácteo nacional, tanto com a Central Lechera Asturiana como com a Pascual. Actualmente, a Pascual não está em fase de realização de novas compras, nem tão pouco a CLAS, apesar da vontade nesse sentido sempre manifestada pelo respectivo CEO, Pedro Astals. A última assembleia da Corporación Alimentaria Peñasanta (CAPSA) serviu para curar algumas feridas internas, mas ainda não apra definir a estratégia do grupo para os próximos anos. . Entre os grupos espanhóis, resta a postura compradora da Nueva Rumasa, mas tal como acontece em relação ao segmento do Azeite, a sua posição não parece ser levada demasiado a sério e à falta de outros candidatos espanhol, as opções podem ser assim resumidas aos seguintes grupos estrangeiros: Lactalis - a empresa multinacional francesa, anteriormente Besnier, já está instalado em Espanha, com uma posição forte após a compra, há alguns anos da Lauki [Central Lechera Vallisoletana] e da Leche Prado [El Prado Cervera], juntamente com a Flor de Esgueva [englobada no ‘pacote’ Nestlé Lactalis Produits Frais] entre os seus activos mais importantes, e com a marca President. Parmalat - os italianos, após a crise sofrida em meados da década, parecem ter voltado à normalidade e, para além disso, possuem fundos importantes para a realização de compras. Seria a sua segunda tentativa para entrar no mercado espanhol, enquanto produtores, após o fracasso que se revestiu a compra da Clesa [entretanto vendida à Nueva Rumasa]. Cooperativas – estariam na corrida pela compra os holandeses da FrieslandCampina, com um volume de negócios de cerca de 10 mil milhões de euros, e a escandinava Arla Foods, implantada na Dinamarca e na Suécia, com um volume de negócios de mais de 6 mil milhões de euros e já com presença em Espanha no segmento dos queijos. Fundos - há também interesse na compra por parte de vários fundos de capital de risco da União Europeia e norte-americanos. FONTE: El País |
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Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
Faça o download do documento em Consulta Obrigatória neste website.