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Valor das exportações caiu 39 por cento em 2009 Imprimir
lact020.jpg2010.03.01 (00:00) EUA
A quebra dos mercados globais de lácteos no meio de 2008 levou as exportações dos Estados Unidos a um declínio em 2009, colocando fim a um período de seis anos seguidos de expansão. As exportações de lácteos do país totalizaram 2,32 mil milhões de dólares no ano passado, 39 por cento a menos que o nível recorde registrado em 2008, de acordo com dados comerciais do U.S. Dairy Export Council - USDEC.

Entretanto, a maioria da queda reflectiu os menores preços mundiais. Os volumes exportados caíram apenas 16 por cento, para 987,9 mil toneladas de sólidos do leite. O volume de exportação representou 9,3 por cento da produção de leite dos Estados Unidos em 2009, menos que os 11 por cento de 2008 e os 9,8 por cento de 2007.

Após enfrentar dificuldades durante os três primeiros trimestres do ano, os volumes de exportação aumentaram 15 por cento no último trimestre. Para o conjunto do ano, os volumes de exportação de leite em pó, butteroil e queijos foram menores, enquanto as saídas de proteínas de soro, lactose e leite líquido foram maiores.

"Há um ano, as análises económicas da USDEC sugeriam que os volumes gerais de exportação cairiam entre 27 e 41 por cento em 2009. No entanto, os exportadores dos Estados Unidos conseguiram manter as suas vendas acima do esperado, ajudados pelos mercados mundiais mais fortes no final do ano", disse o presidente da USDEC, Tom Suber. "O volume exportado de produtos lácteos dos Estados Unidos - no geral e em todas as categorias individuais de produtos - é significativo e alto num contexto histórico. De facto, os volumes estão em níveis onde a exportação é um pré-requisito para manter uma indústria saudável e em crescimento".

No entanto, apesar das vendas se terem num nível razoavelmente alto, os Estados Unidos estão a tornar-se em mais do que um mero exportador oportunista de commodities lácteas. A importância dos canais externos ficou evidente no ano passado, quando a perda nas vendas de exportação contribuíram para uma sobre-oferta no mercado doméstico dos Estados Unidos.

"Os exportadores dos Estados Unidos ainda não estão a fazer tudo o que é necessário para sustentar os ganhos nos volumes internacionais. Por exemplo, no ano passado, os Estados Unidos perderam participação de mercado e volume no sector de leite em pó desnatado face a quase todos os seus competidores. A Nova Zelândia substituiu em grande parte a oferta dos Estados Unidos em importantes mercados como a China e até a Argentina ganhou mercado. Na mesma linha, os Estados Unidos perderam quase todas as vendas de butteroil realizadas no ano anterior".

O mercado internacional mudou rapidamente para os exportadores dos Estados Unidos no meio de 2008 e continuou a mudar durante 2009. Os altos preços de 2007-08 impulsionaram um crescimento da produção a nível mundial; além disso, a recuperação da severa seca em North Island, na Nova Zelândia, combinada com a expansão da indústria em South Island, impulsionaram a produção neozelandesa em quase 10 por cento no ano comercial de 2008/09.

Enfrentando uma menor procura global devido aos aumentos de preços gerados pela inflação, bem como a instalação de uma recessão mundial e a crise de créditos, os fornecedores da Oceânia manipularam agressivamente os preços para evitar que os stocks aumentassem. Apesar dos mercados mundiais terem melhorado dramaticamente na segunda metade de 2009, os preços médios das commodities em 2009 ainda foram entre 30 e 40 por cento menores do que as cotações médias de 2008.

O USDEC projectou que os volumes gerais de exportação de produtos lácteos em 2010 aumentarão entre 7 e 12 por cento, à medida que a procura global cautelosamente apresenta sinais de recuperação, os preços mundiais das commodities sustentam a maior parte do fortalecimento mostrado no final de 2009 e os fornecedores norte-americanos continuam comprometidos com os seus clientes internacionais.

Os grandes stocks da União Europeia continuam a pairar sobre o mercado, mas a produção de leite na Oceânia deverá reduzir-se em 2009/10, enquanto a produção de leite da União Europeia e dos Estados Unidos deverão em manter en nível equivalente ao do ano anterior, sendo que a UE suspendeu as restituições à exportação o que pode suportar mercados mundiais historicamente fortes em 2010.

FONTE: USDEC/MilkPoint

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

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