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Indústria perde encomendas no continente Imprimir
lacta__ores.jpg2010.03.01 (00:00) Açores
As indústrias de lacticínios nos Açores estão a exportar menos queijo para as cadeias de distribuição no Continente, detentoras de grandes superfícies comerciais, as quais têm optado, cada vez mais, por comprar o produto a operadores no estrangeiro.

Quem o assumiu foi o secretário-geral da Associação Nacional de Industriais de Lacticínios (ANIL), Pedro Pimentel, que afirma que o sector da transformação do leite nos Açores “perdeu uma parte dessas encomendas”. Para colmatar a perda, a alternativa tem passado pelo aumento do leite em pó, considerado um produto de menor valor acrescentado relativamente ao queijo.

“Nos últimos meses, a distribuição em Portugal optou por adquirir uma parte substancial do seu queijo a operadores estrangeiros, principalmente no tocante às marcas brancas dessa distribuição”, acentuou. O problema é que, no passado, as empresas açorianas estavam entre as que forneciam produtos de marca branca àquelas cadeias distribuidoras e, desde meados de 2009, isso deixou de acontecer. Acresce que o consumo de queijo no país baixou.

Nos Açores, a produção de queijo sofreu uma ligeira redução o ano passado comparativamente a 2008, não obstante o leite descarregado nas fábricas ter aumentado 4,8 por cento. Pedro Pimentel diz que tudo se resume a uma questão de encomendas. Neste caso, de um menor volume de encomendas do Continente.

“Nenhuma empresa produz produtos para stock, mas sim em face das encomendas que tem. E, como todos sabemos, a produção de leite em pó normalmente faz-se quando não existe uma alternativa mais viável de laboração”, frisou. O secretário-geral da ANIL reconhece que a menor capacidade de produção e escoamento no mercado nacional do queijo laborado nas fábricas de lacticínios açorianas deve-se a razões de “contingência de mercado”.

Por seu lado, o presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, reafirma a ideia de que a indústria tem, cada vez mais, de “produzir produtos com valor acrescentado para os Açores”, como por exemplo derivados dos queijos e promover a fidelização nos mercados de produtos com denominação de origem, aproveitando a marca Açores - algo que “não tem acontecido”.

“Quando se fideliza um bom produto, não é baixando o preço que se vai vendê-lo mais”, sustenta, criticando a escolha pelas marcas brancas e o leite em pó, que “não dão valor acrescentado” a nenhuma das fileiras envolvidas na área dos lacticínios. Jorge Rita explica que o aumento do leite produzido nos últimos meses relaciona-se com a necessidade da lavoura em manter o “cheque do leite equilibrado”.

FONTE: Açoriano Oriental

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

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