“Quota da marca própria não deve ultrapassar os 40%” Imprimir
jm_1.jpg2010.03.08 (00:00) Distribuição
Com as receitas referente ao ano 2009 a atingirem os 7,3 mil milhões de euros, a marca própria registou quotas diferentes nas várias operações no grupo Jerónimo Martins. Os responsáveis do maior grupo retalhista português revelaram na conferência de imprensa de divulgação dos resultados que, em 2009, a marca própria Pingo Doce representou cerca de 40 por cento do total das vendas da insígnia, enquanto na Biedronka esse peso subiu para os 60 por cento, representando, no caso do Recheio, 12 por cento.

Admitindo que o perfil do consumidor alterou radicalmente por causa da crise, Alexandre Soares dos Santos, referiu, contudo, que “a marca própria não deverá crescer muito mais. Nem todo o consumidor que marca própria”, admitindo que “a quota da marca própria não deverá ultrapassar os 40 por cento”.

Com cerca de 40 por cento da marca própria comercializada pela JM a ser produzida em Portugal, a JM lançou ou relançou 434 referências em Portugal e cerca de 630 na Polónia, referindo Luís Palha que “este é um pilar estratégico da companhia. Queremos ser o operador de custos mais baixo no mercado, realidade que nos permitirá estar no mercado de forma sustentada e apresentar preços competitivos. A nossa função passa por antecipar as necessidades do consumidor e oferecer a proposta mais vantajosa. O preço é uma variante cada vez mais importante para o consumidor e conseguimos adaptar-nos a essa realidade oferecendo produtos de baixo preço com qualidade”.

O CEO da JM acrescentou que “na marca própria a aposta passa por produtos inovadores e não pela simples apresentação de produtos standard”.

Revelando que o número de consumidores nas lojas Pingo Doce “tem aumentado, mas com compras menores”, Alexandre Soares dos Santos admitiu que existem, actualmente, “mais tipos de consumidor” e que é preciso ter “visão do futuro, do consumidor, já que com a concorrência que existe, se não a tivermos ficaremos a perder”.

Referindo que o conceito de discount da JM é diferente da concorrência, Soares dos Santos salientou que “o consumidor não é leal e se oferecermos mais do mesmo, não nos diferenciamos”.

Deixando a certeza que não estudos para “novos formatos”, Soares dos Santos criticou ainda o comércio tradicional, ou pelo menos, o que “não quer modernizar-se. Isto é um negócio para profissionais e não para amadores. Existe a ideia de que a distribuição ‘mata’ o pequeno comércio, mas existem lojas pequenas de sucesso. Lojas pequenas com bom serviço, bons produtos e bem localizadas não morrem. Existem muitas pessoas que não querem modernizar o negócio e que simplesmente estão à espera do trespasse”.

Certos são os testes que a Jerónimo Martins está a desenvolver na restauração, onde já possui as insígnias Jeronymo, Chilies e Oliva, prevendo-se uma expansão nesta área.

Quanto à instabilidade politica que tem assolado o nosso País nos últimos tempos, Soares dos Santos admitiu que “afecta o negócio”.

Garantida ficou, durante a conferência de imprensa, o pagamento de um bónus no valor de 250 euros por funcionário (em 2008 foram 240 euros) aos funcionários efectivos, excluindo managers, tanto em Portugal como na Polónia.

FONTE: HiperSuper

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

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