![]() Leite é uma secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos (incluindo os monotremados). |


| Chefes declaram fidelidade à manteiga nas suas receitas |
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2010.03.08 (00:00) Brasil
A cozinha francesa tem três segredos: manteiga, manteiga e manteiga. Parece brincadeira, mas a frase, de autoria desconhecida, tornou-se tão popular quanto consensual. E não apenas entre os entendidos desta especialidade. Chefes de diferentes cozinhas são unânimes em elogiar as qualidades da manteiga, em detrimento da margarina.
"Na minha cozinha só existe manteiga", diz orgulhoso o chefe franco-suíço Christophe Besse, do All Seasons, em São Paulo. Ele explica que até a década de oitenta, a manteiga era a grande dama das receitas francesas - doces ou salgadas. "Aos poucos, o azeite popularizou-se por ser uma gordura mais saudável e rouba-lhe um pouco o ‘palco’, mas a manteiga continua insubstituível", completa Christophe Besse. Molhos clássicos e indeléveis nasceram a partir dela. Temperada com salsinha, conhaque e alho, tornou-se companhia inseparável do escargot. Misturada com ovo, vinagre e estragão, deu origem ao tradicional creme béarnaise. E se tudo isso lhe parece sofisticado demais, basta lembrar-se de fórmulas menos rebuscadas, como a saborosa mousse de chocolate, massas folhadas, bolos fofos, biscoitos amanteigados ou, para ser ainda mais singelo, um simples pão saído do forno e lambuzado deste creme amarelinho. O sucesso do ingrediente debe-se à sua gordura, vinda da nata de leite batida. Para ser manteiga de verdade, é preciso que o produto contenha, no mínimo, 80 por cento de gordura (o restante se divide entre resíduos sólidos de leite e água). Qualquer valor abaixo disso é pura imitação. Sim, ela é calórica. E muito. "Mas é essa gordura natural que dá o ligar perfeito às massas, além da textura e do sabor completamente diferentes da margarina", afirma o chef pâtissier Fabiano Marcolini. Antes de abrir a doçaria que leva o seu nome, em Curitiba, Fabiano viveu oito anos em França, onde estudou gastronomia na École Lenôtre, em Paris. De lá, trouxe a lição: manteiga sempre, margarina, jamais. Na culinária doméstica, os chefs até afrouxam um pouco o avental e toleram certas concessões. "É compreensível que as pessoas usem a margarina em bolos caseiros", diz Flavio Federico, da Sódoces, em São Paulo. Para ele, muita gente recusa a manteiga ou por causa do seu gosto mais acentuado ou porque ela sempre foi tida como um ‘inimigo’ das dietas. "É uma questão cultural. Aqui, ela não é tão difundida como na Europa", conta. O que não quer dizer que nós, brasileiros, não saibamos produzir boas manteigas. "Há rótulos nacionais que chegam a ter até 86 por cento de gordura, um óptimo padrão", avalia. FONTE: Portal iG/MilkPoint |
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Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
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