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‘Marca-chapéu’ para promover agro-alimentar Imprimir
alim014.jpg2010.03.08 (00:00) Portugal
A exemplo da recém-criada marca «Wines of Portugal» só para os vinhos, o ministro da Agricultura quer ver os produtos alimentares portugueses de qualidade promovidos no estrangeiro sob a capa de uma imagem comum, que os identifique pela origem nas feiras e mercados com mais potencial.

«Pessoalmente, agradava-me ter uma «marca-chapéu» para a área alimentar. Algo como «Flavors of Portugal» ou «Portugal Foods». Acho que é nisso que temos de apostar».

Três dias, 400 empresas, 3000 marcas portuguesas, 1200 compradores estrangeiros de 80 países e 500 mil euros estimados de volume de negócios transaccionados. Estes são os números da organização do SISAB (Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar), que juntou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, pelo 15º ano consecutivo, compradores das maiores cadeias internacionais interessados no agro-alimentar de marca portuguesa.

Questionado a propósito, o director do certame afirmou que «a organização rejeitou desde sempre dinheiro de expositores estrangeiros e teve a firmeza e a atitude de carácter de só aceitar expositores nacionais». Aliás, disse, «nenhuma associação em Portugal alguma vez teve coragem para o fazer», declarou Carlos Morais.

Também o ministro da Agricultura elogiou o certame, cujo carácter «totalmente privado» destacou. «É uma iniciativa sem apoios do Estado e que pretende levar para tantos países que aqui estão a fazer contratos e a contactar com os nossos produtos o melhor referencial, na área alimentar e das bebidas», disse António Serrano aos jornalistas à margem da visita ao Salão.

«Contactei aqui com várias pessoas que me disseram que, graças à sua presença ao longo dos anos, e apesar de pagarem bem pela sua presença, tem sido recompensador e têm ganho quota de mercado lá fora», acrescentou o governante.

E por perceber que só «de forma organizada e sustentada» se conseguem resultados, o ministro declarou que «agora o que temos é de fazer ao contrário», ou seja, «levar feiras bem organizadas ao estrangeiro que podem captar mais compra dos nossos produtos».

Questionado sobre que medidas estão a ser preparadas, Serrano declarou que «o Ministério está a trabalhar num programa de internacionalização» com os vários parceiros, no sentido de «definir acções para alavancar tudo o que é produto alimentar português» no exterior.

«Como temos pouco dinheiro, temos de alocar bem os recursos, de forma organizada, nos principais mercados, nos nórdicos, nos da América do Sul ou nos de nicho», declarou o ministro. Ou, como frisou Basílio Horta, presidente da AICEP, nos «mercados da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], mas fundamentalmente do Magreb, Médio Oriente, para além da Inglaterra e EUA».

Todos parecem convergentes. A ideia, segundo o Ministro da Agricultura, é «organizarmo-nos, definirmos os mercados onde podemos estar e onde devemos apostar e fazer feiras, como, outros países já fazem». Isto porque, para o governante, «o sector agro-alimentar é fundamental para o crescimento das exportações».

Questionado sobre prazos, António Serrano apontou para que «no segundo semestre [de 2010] já tenhamos acções definidas para começarmos a trabalhar em conjunto com os vários intervenientes».

Alberto da Ponte, presidente da Central de Cervejas
A Central de Cervejas, detida pela Heineken, que vende a cerveja Sagres e as águas Luso, vê no SISAB «uma grande vantagem»: tem «cada vez mais afluência». Alberto da Ponte frisou que «é muito importante contactar aqui os clientes que já temos, mas também clientes novos». E a feira «é uma oportunidade de consolidar a estratégia de crescimento em relação à exportação».
Questionado sobre os mercados mais determinantes, o gestor fala de Angola, líder nas suas exportações e onde mantém planos de construção de uma fábrica de cervejas. Mas fala também de Cabo Verde e S. Tomé, ainda em África, e da Suíça, França, Luxemburgo e Reino Unido, na Europa. E ainda do Canadá e EUA. E perguntado sobre se no SISAB se fazem efectivamente negócios, o gestor não mostra dúvidas: «sim, fazem. O ano passado fizemos um negócio para a Polónia com a Água do Luso. É preciso ter cá a equipa comercial atenta e activa».
Terminado o ano de 2009 em que o consumo de cervejas caiu 3,3 por cento, Alberto da Ponte mostra, contudo, uma certeza. A capacidade de fazer negócios «depende, também, da pró-actividade de cada um». 
 
Rui Nabeiro, presidente da Delta Cafés
A Delta é líder no mercado dos cafés há 44 anos. Presente em Espanha, França, Andorra, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Canadá, EUA, Brasil, Angola, Moçambique, África do Sul, Coreia do Sul, Japão e Timor, a empresa de Campo Maior quer abrir-se agora ao Leste. Rui Nabeiro não hesitou a revelar: «já temos uma posição em certa medida equilibrada, mas queremos mais. E o Leste é uma das nossas apostas».
«A Delta vem todos os anos ao SISAB e a feira todos os anos vem crescendo. E eu, que estou aqui desde a primeira hora, parece que devo continuar», declarou. Negando estar «apenas por uma questão de presença», o presidente da Delta faz questão de realçar que o objectivo é «tentar fazer negócios». E a verdade é que «todos os anos esses negócios surgem», embora tal não signifique dizer que todos sejam «consolidados».

Certo é que esta é «uma feira que dá novas oportunidades e dá rigor a essas oportunidades. Foi uma amostra plantada há 15 anos que está a florescer e este ano é a afirmação disso», disse Nabeiro.

Nuno Osório, vice-presidente da Frulact
Líder ibérico nos preparados de fruta para a indústria alimentar, a Frulact, com seis fábricas entre a Europa e o Magreb, entregou-se aos produtos de consumo. Não em «complemento» da actividade principal, mas assumindo a «diversificação» da produção, com a «vantagem de percorrer a cadeia de valor até ao consumidor final», disse o vice-presidente, Nuno Osório, onde entraram a estrear a marca FRU.
«Os FRU foram muito apreciados e fizemos contactos interessantíssimos nesta feira», revelou entretanto o presidente, João Miranda, em balanço do certame. Uma aposta feita há um ano, na Maia, com doces de fruta (gourmet e premium), concentrados de sumos e chás frios, smothies e uma linha de sopas a abarcar o canal horeca.
Presentes em superfícies comerciais e espaços gourmet, os FRU estão «em vias de entrar nos hipermercados Intermarché e da Sonae», revela Nuno Osório. E querem chegar a Espanha e ao Magreb. E a França, onde estão «quase a fechar» contrato com uma cadeia de distribuição naquele mercado. Objectivo? Obter «entre 20 e 25 por cento» da facturação de todo o grupo «dentro de 3 ou 4 anos».

Hélder Santos, director de exportação da Lactogal
Desde 1996 assídua no SISAB, a Lactogal, dona das marcas Agros, Mimosa, Matinal, Primor, Pleno, Fresky ou Serra da Penha, só vê vantagens na presença no certame. «Fazem-se negócios, embora, às vezes, por muito bem encaminhados que fiquem, nem sempre se conseguem concretizar», explica Hélder Santos, director de exportação.
Mas a empresa não tem razões para pessimismo. Fechou 2009 com 850 milhões de euros de negócios (sem a espanhola Leche Celta) - «um ligeiríssimo crescimento face a 2008» - e vê na exportação uma vertente crescente da sua actividade.
Presente em Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça, na Europa, mas, também, nos EUA e Canadá, na Venezuela e no Brasil, em Macau, Marrocos, nos PALOP e na África do Sul, a Lactogal quer alargar a presença no Magreb para a Argélia e para a Líbia. E entrar na África francófona este ano. «Até Junho entramos no Senegal e no Mali», revelou Hélder Santos.
A maior ambição está, porém, para chegar: a construção de uma fábrica em Angola. «É um mercado com dimensão importante». E essa é «uma possibilidade interessante a médio/longo prazo».

Ana Grancho, directora de Marketing da Vitacress
Acabada de vencer o concurso «Sabor do Ano 2010» na categoria de produtos hortícolas de IV gama, a Vitacress, comprada em 2008 pela RAR, também foi estreante do SISAB. Ouvida à margem do certame, Ana Grancho, directora de marketing da empresa criada em 1950, em Inglaterra, que iniciou a produção de agrião de água em Portugal em 1981, assume que «entre 15 e 20 por cento» da produção em Portugal é destinada à exportação.
O Norte da Europa é o destino mais comum, mas é no Norte de África que a empresa quer entrar «para explorar» novos mercados. Países «interessantes», até pela «proximidade de Portugal», dada também a «escassa validade do produto», que é, em média, de «seis dias» desde que chega às lojas dos clientes.
A empresa, que facturou 105 milhões de euros em 2008, detém unidades de produção em Odemira e Almancil e explora ao todo mais de 1200 hectares de terras em Portugal, Espanha e Reino Unido. Em Julho de 2009, investiu cerca de 1,2 milhões de euros numa quinta de produção de agrião de água, em Almancil, com cerca de 6 hectares e com capacidade para produzir mais de 400 toneladas por ano. 

FONTE: Vida Económica

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

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> DECO: Queijo para barrar - higiene irrepreensível e análise sensorial superada

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O leite é importante em todas as idade? Por conter quase todas as substâncias essenciais para a nutrição humana, o leite é considerado o alimento mais perfeito existente na natureza. Embora o leite e os seus derivados sejam direccionados principalmente para a nutrição dos mais jovens, os nutricionistas recomendam, ...na maior parte dos casos, leite e produtos lácteos para equilibrar as dietas humanas de todas as idades.
(in Mito ou Realidade)

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Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
Faça o download do documento em Consulta Obrigatória neste website.

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