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Um plano de fileira para o queijo Serra da Estrela Imprimir
queijo_serra.jpg2010.03.10 (00:00) Portugal
«O queijo de ovelha não certificado foi vendido entre os 10 e os 15 euros o quilo. Estava, mais uma vez, em maioria, na feira de Penalva do Castelo. O que tinha selo a certificar o rigor de todo o processo produtivo era também vendido à volta dos 15 euros.

“A certificação dá trabalho e custa muito dinheiro e chatice. Obriga-nos a dar voltas e voltas e, feitas as contas, as vantagens são poucas ou nenhumas”, disse um agricultor.»

Este é um excerto de uma notícia do «Jornal de Notícias» de sábado, 6 de Fevereiro de 2010, e retrata bem qual é a situação actual do sector do queijo Serra da Estrela, um dos nossos produtos mais típicos, refere José Martino em artigo de opinião publicado no semanário Vida Económica.

“Tratando-se de uma DOP (Denominação de Origem Protegida), o queijo Serra da Estrela, neste caso na versão «queijo de ovelha», é comercializado de uma maneira completamente caótica. O consumidor não consegue perceber qual o produto certificado ou não certificado. E, pelo que se constata pela notícia referida, os preços não divergem.

Ou seja, por um lado, há falta de informação para o consumidor, por outro, os produtores veêm-se na contingência de optar pelo produto não certificado, dado que «a certificação dá trabalho e custa muito dinheiro», e o lucro final é igual.

Defendo, por isso, que se deve elaborar, o mais urgentemente possível, um plano de fileira do queijo Serra da Estrela, que permita bons rendimentos para todos os intervenientes na fileira; um produto certificado é mais valorizado e prestigiado; essa valorização e acréscimo de prestígio permitirá uma melhor e mais fácil penetração nos mercados internacionais, introdução de novas tecnologias na produção do produto, uma maior dinâmica comercial alicerçada em melhor informação e divulgação (campanha de marketing).

Uma primeira imposição que este plano de fileira devia equacionar seria a obrigatoriedade da certificação do produto, com a consequente mais-valia ao nível do preço e da qualidade do mesmo.

Como acontece com outros planos de fileira, no queijo Serra da Estrela há um problema de crescimento da área e da produção. Apostando nas economias de escala, o queijo Serra da Estrela tem de ter capacidade para aumentar a sua produção, conseguindo, com isso, reduzir os custos e aumentar a margem de lucro.

Tal tem de ser acompanhado com uma fiscalização eficaz aos produtos não certificados, garantindo ao consumidor transparência e qualidade. Um consumidor mais informado é um agente da defesa do produto.

Os mercados de exportação têm de ser mais e melhor explorados, através de campanhas de marketing, sublinhando a qualidade e a especificidade do produto. Acho que o plano de fileira a elaborar tem de fazer uma ligação entre a produção do queijo e o turismo na região da Serra da Estrela.

Esta ligação pode e deve ser intensificada com benefício para ambas as partes. Os turistas estrangeiros que acorrem à Serra da Estrela têm também de ter locais próprios, bem identificados e com uma imagem agradável, de qualidade e uniforme, onde possam adquirir o produto certificado.

Com este plano de fileira, o queijo Serra da Estrela pode dar um salto quantitativo e qualitativo de afirmação como produto regional, imagem de uma região e do país, contribuindo para a riqueza da região, dos produtos e do país”, conclui José Martino.

FONTE: Vida Económica

 
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Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

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(in Mito ou Realidade)

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