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Queijo de São Jorge estreia-se na Polónia Imprimir

2010.07.12 (00:00) Açores
O queijo de São Jorge chega, este verão, à Polónia. Trata-se de uma estreia em termos de destinos de exportação deste produto de denominação de origem protegida (DOP), produzido em São Jorge. O presidente da Uniqueijo, Dário Almada, explica que a operação, que tem início em Agosto, só é possível através da parceria empresarial que mantém com o Grupo Jerónimo Martins.

O presidente da União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge e também director da LactAçores, refere que “o Grupo Jerónimo Martins tem 1500 lojas na Polónia e abriu-nos as portas para vendermos queijo de São Jorge nessas lojas da Polónia”.

Para já, explicou, estão a ser ultimados as questões relacionadas com a expedição do produto: “estamos a preparar as embalagens e as caixas para o envio porque na Polónia usa-se outro tipo de embalagens, e assim que tivermos isto pronto, vamos enviar um contentor de 40 pés, com cerca de mil queijos, já no mês de Agosto”.

São dois os tipos de queijo de São Jorge que vão ser exportados, nomeadamente, o queijo de três e o de sete meses de cura.

Internacionalização do queijo de S. Jorge
O presidente da Uniqueijo acredita que este possa ser o início da internacionalização do produto açoriano: “este pode ser o começo de uma internacionalização do nosso produto”. Uma internacionalização há muito aguardada e tentada: “isto, para nós, é bastante importante porque quando queremos ir para o estrangeiro temos esbarrado sempre nos diferentes mercados. Não é difícil entrar nessas lojas. Se não fosse através do grupo Jerónimo Martins, seria impossível chegar ao mercado polaco”.

Dário Almada considera que, depois de colocado o produto junto do consumidor final, as solicitações ao queijo de São Jorge poderão contar com outras opções para a sua expansão: “os outros quando vêem que estamos noutro sítio, também querem. Há outras cadeias de distribuição no nosso país que acredito que também, através delas, consigamos chegar a outros países”.

Caso contrário, adianta, “é praticamente impossível chegar a uma superfície comercial estrangeira e dizer que queremos vender o nosso produto. Apesar de ser um queijo conhecido, esses são mercados muito agressivos que já têm queijo suficiente. Não necessitam do nosso para encher prateleiras”.

Espanha até ao final do ano
Depois do mercado polaco, segue-se a aposta por parte da Uniqueijo/Lactaçor no comércio espanhol. Dário Almada explica que: “Espanha é que vai ser uma aposta que vamos fazer bastante forte”. “Vamos tentar entrar no mercado espanhol através do Lidl e do El Corte Inglés, nossos consumidores em Portugal e, através deles, entrar em Espanha”, disse.

Para já, explicou o responsável, “temos os contactos feitos e agora temos de adaptar o nosso tipo de nossas embalagens para enviar o queijo para Espanha”. Uma realidade que até final do ano, avançou, a união de cooperativas quer ver concretizada. As facilidades junto do mercado espanhol encontram-se a vários níveis, não só de proximidade, mas também ao “nível da semelhança de sabores”, sublinha.

Em Espanha, explica, existe abertura para os lacticínios açorianos: “apesar de serem grandes produtores, não são um país que tem um excedente de lacticínios”. Actualmente, informou, o principal mercado do queijo de São Jorge é o Continente.

FONTE: A União

 
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