Brasil e Argentina fecham acordo na área de lácteos Imprimir
lact012.jpg2009.05.09 (00:00) Brasil
O governo brasileiro fechou em Buenos Aires, um compromisso de preços mínimos e estabeleceu uma quota máxima para as exportações de produtos lácteos da Argentina. Pressionados pela decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) de barrar a entrada dos seus produtos, os argentinos concordaram em vender a tonelada de leite em pó a, no mínimo, 2.200 dólares e também aceitaram restringir suas vendas em 3 mil toneladas por mês.

Nos próximos dias, os governos brasileiro e argentino debaterão, em Assunção, na reunião do Grupo Mercado Comum (GMC), braço-executivo do Mercosul, o incremento da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco para a importação de produtos lácteos. O Brasil propõe aumentar a sobretaxa de 16 por cento para 28 por cento. O objectivo é reduzir a diferença tarifária e eliminar eventuais "triangulações" de produto de terceiros países, como dos Estados-membro da União Europeia ou da Nova Zelândia. Hoje, o Brasil mantém o leite em pó na lista de excepção à TEC e cobra 27 por cento das importações.

Os termos do acordo de Buenos Aires serão fiscalizados por uma comissão bilateral de monitorização composta por membros do governo e do sector privado. "É importante conseguir um acordo no Mercosul porque normaliza e afasta o surto de importações", disse o ministro brasileiro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. "Isso deve estabilizar os preços no mercado interno, tanto ao produtor como ao consumidor, afastando desequilíbrios de oferta e dando segurança a quem produz". Em jogo, estão os interesses de 1,8 milhões de produtores de leite brasileiros.

O ministro Cassel afirmou que a decisão da Camex de impor o licenciamento não-automático à importação de produtos lácteos argentinos influenciou o acordo obtido. "Na realidade, esse acordo regulamenta a decisão da Camex. Passamos agora a ter só importações autorizadas". O Brasil já havia fechado acordos semelhantes nos segmentos de vinho, pêssego e alho importados da Argentina.

A comitiva brasileira que participou da reunião sectorial bilateral foi composta pelo presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Lacticínios (CBCL), Paulo Bernardes; o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Sant'Anna Alvim; diplomatas e especialistas do MDA e do Ministério do Desenvolvimento.

Paulo Bernardes explicou que o Brasil importou, somente nos quatro meses deste ano, quase 22 mil toneladas de leite em pó a um preço médio de 1.780 dólares a tonelada. Em Abril, o preço caiu para 1.730 dólares. A quota de exportação ao Brasil em 2009 será equivalente à média anual dos últimos cinco anos, ou seja 21.966 toneladas.

O preço mínimo de 2.200 dólares fixado no acordo terá como referência o preço apurado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a Oceânia. Desse cálculo, será excluído o volume já vendido nos últimos quatro meses. "O nosso grande trunfo é o mercado consumidor brasileiro, muito maior que o da Ásia e da Oceania", afirmou Rodrigo Alvim.

FONTE: Valor Econômico/MilkPoint

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >

Informação ANIL



Ano 10
N.º 7
Julho 2010

  • Alargamento dos horários de abertura: uma oportunidade perdida
    Mera declaração de princípios ou ponto de partida?
    Aplicação da Lei n.º 75/2009 (lei do Sal)
    Mercado lácteo na UE (quarterly report 06.2010)
    "Fico preocupado com o discurso da distribuição"
    Retail marketing monitoring report
    Estatísticas Agrícolas 2009
    Tr3s Dias com Queijo 2010
    Queijos nacionais no envento "Le Gout de la Vie"

    Download desta edição

Translator

Pesquisa

Subscrever News






RSS ANILACT.pt

Contacte-nos

Enviar Mensagem Curta!





 

Endereço: Rua de Santa Teresa, 2C-2º
     
4050-537 Porto - Portugal
Telefone: +351 22 200 12 29
Fax: +351 22 205 64 50
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
 

Consulta Obrigatória

Os mais recentes documentos e a análise da evolução do sector:
> CNC: Informe sobre competencia y sector agroalimentario
> DGAgri: Report of the High Level Group on Milk
> USDA: EU Dairy Sector finds stability after 2009 market interventions
> FENALAC: A situação económica das explorações leiteiras
> DECO: Queijo para barrar - higiene irrepreensível e análise sensorial superada

Sabia que..!

O leite é importante em todas as idade? Por conter quase todas as substâncias essenciais para a nutrição humana, o leite é considerado o alimento mais perfeito existente na natureza. Embora o leite e os seus derivados sejam direccionados principalmente para a nutrição dos mais jovens, os nutricionistas recomendam, ...na maior parte dos casos, leite e produtos lácteos para equilibrar as dietas humanas de todas as idades.
(in Mito ou Realidade)

Recomendamos!

Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
Faça o download do documento em Consulta Obrigatória neste website.

Sempre Actual

A mais recente informação, de diversas fontes, sobre a conjuntura sectorial e sobre a evolução dos mercados lácteos:
> Boletim da Agricultura (INE)
> Milk Market Situation (DGAGRI)
> International Milk Price (LTO)
> EU Farmgate Milk Price (DAIRYCO)
> Dairy Market Outlook (USDEC)
> Dairy Market Monitor (FAO)
> Info Rapide Lait (AGRESTE)
> Tableau de Bord (ONILAIT)