• Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
  • Sponsor do Mês!
Equilíbrio das marcas Imprimir
carrinho_compras1.jpg2009.06.29 (00:00) Distribuição
Estará o negócio de empresas como a Unilever e P&G posto em causa pela crescente adesão do consumidor a marcas brancas? Estarão os retalhistas a fortalecer o seu poder na cadeia de valor em detrimento dos fabricantes de marcas tradicionais? Os mais entusiastas vêem nas marcas brancas o veículo que colocará em causa o potentado dos gigantes das marcas tradicionais, refere Fausto Rodeiguez, em artigo de opinião publicado no Diário Económico

Afirma que existe também quem entenda o fenómeno como meramente conjuntural, uma euforia digna de um período de recessão. Longe dos extremos, devemos ver as marcas brancas como uma inovação estrutural para o sector, mas cujo impacto negativo nas contas do fabricante terá, a prazo, uma magnitude apenas moderada.

As marcas tradicionais não sairão do jogo, terão que jogar de forma diferente, fazendo com que a proposta de valor da indústria caminhe para um ‘mix' de marcas próprias e marcas tradicionais que esteja em linha com o consumidor, procurando o equilíbrio das marcas.

Mergulhados numa enorme pressão concorrencial, os retalhistas encontraram nas marcas brancas a forma de se diferenciarem junto do consumidor e de ganharem poder negocial junto do produtor. Neste sentido, têm substituído progressivamente marcas tradicionais por produtos vendidos sob a sua própria insígnia. Aqui, a conjuntura económica surge como um verdadeiro catalizador do sucesso desta estratégia. Na procura de propostas de valor mais competitivas, o consumidor é tentado a experimentar produtos com a marca do distribuidor, constatando sucessivamente que consegue ‘standards' de qualidade equiparados aos produtos tradicionais - abrindo a porta a uma fidelização ao retalhista.

Apesar de preocupante para os fabricantes, 3 factores acabam por reduzir o risco desta ameaça tornando-a menos abrupta ao nível dos resultados: 1) a inexistência de consenso entre os retalhistas quanto ao papel que as marcas próprias venham a desempenhar no desenho futuro das suas propostas de valor; 2) as margens associadas a marcas próprias seguem uma espiral decrescente; 3) e os fabricantes de marcas tradicionais são muitas vezes os produtores das marcas do distribuidor.

Enquanto o Pingo Doce replica o modelo Biedronka, visando uma predominância das suas marcas; o Lidl procura manter um portfolio equilibrado de marcas próprias e marcas tradicionais. Paralelamente, a dimensão do Continente obriga a uma oferta diversificada, limitando estratégias mais agressivas a categorias de maior comoditização. Cada uma das estratégias representa um nível de risco diferente para os fabricantes. Se, após a actual conjuntura, o consumidor português se revelar próximo do polaco, onde 50% das compras são de marca do distribuidor, o Pingo Doce assumir-se-à vencedor e a ameaça tomará contornos difíceis para as marcas tradicionais. Até lá, nada está definido.

Adicionalmente, a excessiva obsessão do retalho pelo aumento de quota de mercado indicia que a estratégia de marcas próprias possa tornar-se nociva para os próprios retalhistas. Seria expectável que conseguissem margens superiores em produtos da sua marca; tal não se tem verificado. O foco na quota de mercado abriu uma guerra de preços por via das marcas brancas que tem erodido as suas margens. Sendo esta obsessão transversal ao mercado, existe o risco dos restalhistas estarem a caminhar em uníssono para uma situação onde as margens nesses produtos serão praticamente nulas. Antecipando este movimento, os retalhistas não tardarão a suavizar o seu optimismo, abrindo novamente espaço às marcas tradicionais.

Na tentativa de evitar a queda do volume de negócios, alguns fabricantes de marcas tradicionais têm optado por garantir o fornecimento de produtos de marca do distribuidor. Apesar de reduzir a magnitude do prejuízo, deverão resguardar-se para não serem usados como selo de qualidade.

Da conjugação destes três factores parece-me inevitável que se caminhe para um cenário de coexistência equilibrada entre marcas próprias e tradicionais, que suavizará, de certa forma, o impacto previsto nos fabricantes tradicionais.

FONTE: Diário Económico

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >

Informação ANIL



Ano 10
N.º 8
Agosto 2010

  • Não perder o futuro
    Comunicação de preços, fonte de informação
    Aumentos das matérias-primas preocupam António Serrano
    Curiosidade e expectativa no ar
    MDD ganham terreno às marcas de fabricante
    Portarias n.º 608/2010 e 825-A/2010 (Reserva Nacional)
    Resolução n.º 16/2010/A (Agricultura nos Açores e a nova PAC)
    Noticiário nacional e internacional
    Tr3s Dias com Queijo estão a chegar
    Ajudas de emergência para afectados pelos incêndios

    Download desta edição

FEPALE - Lugo (ES)

Translator

Pesquisa

Subscrever News






RSS ANILACT.pt

Contacte-nos

Enviar Mensagem Curta!





 

Endereço: Rua de Santa Teresa, 2C-2º
     
4050-537 Porto - Portugal
Telefone: +351 22 200 12 29
Fax: +351 22 205 64 50
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
 

Consulta Obrigatória

Os mais recentes documentos e a análise da evolução do sector:
> CNC: Informe sobre competencia y sector agroalimentario
> DGAgri: Report of the High Level Group on Milk
> USDA: EU Dairy Sector finds stability after 2009 market interventions
> FENALAC: A situação económica das explorações leiteiras
> DECO: Queijo para barrar - higiene irrepreensível e análise sensorial superada

Sabia que..!

O leite é importante em todas as idade? Por conter quase todas as substâncias essenciais para a nutrição humana, o leite é considerado o alimento mais perfeito existente na natureza. Embora o leite e os seus derivados sejam direccionados principalmente para a nutrição dos mais jovens, os nutricionistas recomendam, ...na maior parte dos casos, leite e produtos lácteos para equilibrar as dietas humanas de todas as idades.
(in Mito ou Realidade)

Recomendamos!

Foram recentemente publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, as Estatísticas Agrícolas 2009 que contém um amplo conjunto de informação sobre a agricultura e o sector agro-alimentar - com a fileira do leite em grande destaque - em Portugal, com uma análise aprofundada e uma profusão de quadros informativos.
Faça o download do documento em Consulta Obrigatória neste website.

Sempre Actual

A mais recente informação, de diversas fontes, sobre a conjuntura sectorial e sobre a evolução dos mercados lácteos:
> Boletim da Agricultura (INE)
> Milk Market Situation (DGAGRI)
> International Milk Price (LTO)
> EU Farmgate Milk Price (DAIRYCO)
> Dairy Market Outlook (USDEC)
> Dairy Market Monitor (FAO)
> Info Rapide Lait (AGRESTE)
> Tableau de Bord (ONILAIT)