| Quem é quem na luta pela Puleva |
2010.03.08 (00:00) Espanha
Esta vai ser, sem dúvida, uma das grandes operações do sector alimentar em 2010, em Espanha. Pelo menos no que diz respeito a empresas do país vizinho. O grupo Ebro Puleva está há várias semanas a estudar os candidatos a ficar com a sua divisão láctea e se bem que não exista um claro favorito, a verdade é que existem empresas que começam a sair da competição.
Uma das mais recentes ‘desistência’, é a da Corporación Alimentaria Peñasanta (CAPSA), que tentou converte a luta pela Puleva numa batalha na defesa do leite ‘made in Spain’. A sua proposta era, pelo menos até ao momento, a única asturiana não terá tidos argumentos suficientes para se manter naquela pugna, sendo que a operação está avaliada num valor entre 600 e 700 milhões de euros. De momento, há quatro grandes nomes na licitação: Yoplait, Lactalis, Royal FrieslandCampina e Arla Foods. Esta última, contudo, afirmava no final da semana passada que não tem intenção de ampliar a sua presença em Espanha, via aquisições, mas os rumores relacionados com o seu nome e interesse continuam a circular no seio do sector lácteo espanhol. Entretanto, um novo nome juntou-se àquela lista – a mexicana Lala – quase desconhecida na Europa mas um peso pesado no México e nos Estados Unidos. A operação está, nesta altura, numa fase inicial de apresentação de propostas e a única que se mantém liça e que conta com a presença de capitais espanhóis, é a que envolve a Yoplait (via o fundo de investimento PAI Partners) e a Leche Pascual, sendo que quem aportará os meios financeiros será aquele fundo, que possui 50 por cento da propriedade da marca francesa, enquanto os restantes 50 por cento são detidos pela Sodiaal. A Yoplau é um velho conhecido de Espanha, se bem que há já quase dez anos que abandonou o mercado do país vizinho. Em concreto, retirou-se do mercado em 2001 face às dificuldades em competir com o crescimento, já na altura, das marcas brancas no mercado. Agora a Yoplait quer voltar, pelas mãos da PAI e com a carta de apresentação da Pascual, que, de acordo com fontes do sector, não atravessa o seu melhor momento a nível financeiro. A outra alternativa francesa é a Lactalis, que acaba de adquirir a Forlasa numa operação avaliada em 200 milhões de euros. Mas a empresa proprietária de marcas como a Lauki ou a Président continua a manter o apetite comprador. Não é em vão que a empresa francesa é um dos pesos pesados do sector a nível europeu e mundial, com uma facturação de 8.500 milhões de euros, dos quais 56 por cento realizados fora de França. A holandesa Royal FrieslandCampina, por seu lado, apresenta uma facturação superior a 9.100 milhões de euros, facturação que é, recorde-se, vinte vezes superior à da Puleva. Depois da italiana Parmalat se haver retirado da competição, a escandinava Arla Foods poderá seguir o mesmo caminho. Aquela empresa é, tal como a asturiana CAPSA, uma cooperativa leiteira, que fechou 2009 com um resultado de 130 milhões de euros. Em Espanha o seu volume de negócios ronda os 100 milhões de euros. A última empresa a somar-se a esta lista é a mexicana Lalá, fundada por um empresário espanhol da Cantábria, Lalo Tricio Gómez, que persegue a sua entrada em Espanha (e na Europa). A Lala é o principal operador lácteo no México (e um dos mais importantes, actualmente, nos Estados Unidos) onde adquiriu a filial da Parmalat. FONTE: Cínco Días |