| Governo investe 1400 milhões na agricultura |
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O ministro da Agricultura, António Serrano, disse que o Governo vai investir, em 2010, 1400 milhões de euros no sector, 700 milhões em ajudas directas aos produtores e outro tanto em apoio ao investimento. O governante disse que as ajudas aos agricultores, que estão atrasadas, serão pagas até meados de Julho, e que, no segundo semestre, serão liquidadas as correspondentes ao ano de 2010.
O ministro falava no final da visita que efectuou à Trofa, acompanhado da presidente da Câmara, Joana Lima, e do director regional de Agricultura, António Ramalho, à Feira Anual daquela localidade. António Serrano disse que o Ministério quer "estar ao lado dos produtores agrícolas, das florestas e da pesca", frisando que os 700 milhões de euros de apoio ao investimento, através do Proder, abarcam todos os sectores, mas com especial enfoque nos exportadores. "Exportamos, por exemplo, azeite e vinho, mas temos, também de apoiar os produtores de leite, um sector que, embora exporte pouco, contribui para a redução de importações", disse, frisando que a produção de leite português impede, também, que "seja vendido aqui leite de pior qualidade vindo do estrangeiro". O governante revelou que vai ser lançada em Abril uma campanha de sensibilização dos cidadãos para a necessidade de terem uma reserva de alimentos em casa - na despensa -, para fazer frente a uma eventual situação de emergência. Lembrou que tal campanha se insere numa estratégia de criação em Portugal de uma "reserva estratégica de alimentos", algo que, frisou, "preocupa todos os países da Europa". Disse que está a ser ultimado um programa nesse sentido, com vista à criação de uma reserva nacional de cereais e de outros alimentos, sublinhando que "tal exige uma política de coordenação entre o Governo, as associações de produtores e outros agentes económicos". Para António Serrano, a agricultura portuguesa tem futuro: "Vamos chegar à idade dourada da agricultura portuguesa", vaticinou, defendendo que "o país não pode deixar de apoiar um sector que é o mais importante de todos, já que contribui para a economia, mas também para manter a ocupação do território e preservar a paisagem e a natureza". Considerou a Feira da Trofa como "muito interessante" por conter um misto de tradição e inovação, realçando a sua importância na área do leite e das raças autóctones do Minho. "É um espaço cultural, de incentivo a quem produz e de divulgação da inovação", salientou. FONTE: Agência Lusa |